Coaching como ferramenta de desenvolvimento de lideranças nas organizações



O coaching não é um fenômeno recente, nem fruto da modernidade. É um processo pedagógico antigo, criado e utilizado por Sócrates na Grécia Antiga.


Embora o coaching ainda seja relativamente pouco disseminado nas organizações e nos programas de desenvolvimento das lideranças.


Para entender a metodologia gostaria de elucidar a sua história. Você já ouviu falar em Maiêutica? É uma linha filosófica elaborada por Sócrates no Século IV a.C., que procura dentro do Homem a verdade.


Através de questões simples, inseridas dentro de um contexto determinado, ela possibilita ao homem o conhecimento de si mesmo.


A famosa frase “conhece-te a ti mesmo” dá início à jornada interior da humanidade, na busca por um caminho que conduz à prática das virtudes morais.


É como um iceberg: o que conhecemos seria a ponta a emergir sobre a imensa quantidade de coisas que estão submersas.


O papel do coaching é auxiliar as pessoas a conectarem a imensa quantidade de fatos que não conseguimos enxergar e não conhecemos.


O coaching ganhou visibilidade com Timothy Gallwey, professor de tênis, que aborda a prática esportiva como um jogo interior. Gallwey desenvolveu uma metodologia diferenciada para ajudar as pessoas a aperfeiçoarem sua capacidade de jogar tênis.


Seu método partia do princípio da habilidade inata que o corpo humano possui de aprender a movimentar-se.


O coaching no Brasil é um tema relativamente novo, porém com muitos vieses sobre a sua metodologia e aplicação.


Mas o seu crescimento é constante, especialmente nos grandes centros, onde se concentram também as grandes empresas e organizações.


O papel do coaching no desenvolvimento organizacional e da liderança é potencializar o aprendizado e ajudar na eliminação dos estereótipos na gestão de pessoas.


Nesta nova era da informação o trabalho é menos físico e muscular e muito mais cerebral, mental, relacional e inclusivo.


Entendo e acredito que o coaching potencializa os programas de treinamento e desenvolvimento.


Vale a pena lembrar que não são excludentes e nem concorrentes, mas sim complementares na estratégia do fortalecimento das competências empresariais.


O coaching aliado aos programas tradicionais de liderança como a Universidade Corporativa, o MBA, entre outros programas, é um caminho virtuoso.


Ainda mais se for internalizado e praticado, pois a teoria sozinha não resolve problemas, nem traz resultados.


O coaching acelera, aumenta a curva de aprendizagem dos líderes através de sua metodologia, além de questionar e impulsionar a aplicabilidade de novos conhecimentos, novas ideias e comportamentos, seja frente a sua equipe, pares e superiores.


Neste espaço individual e personalizado também é trabalhado o alinhamento dos valores, visão e missão organizacionais e pessoais, potencializando novos hábitos para novas competências.


Aqui o centro é o profissional e a pessoa: “o movimento é de dentro para fora”. Por isso, via de regra é impactante e gera valor agregado de imediato.


Outro fator importante a destacar no cenário atual é a diversidade, um valor exigido na sociedade e reconhecido pelas organizações.


As pessoas não se veem como commodities, há um incentivo social e cultural em defesa da singularidade.


O líder-coach é sem dúvida o líder do futuro. Mais humanizado, mais eficiente em criar equipes de alta performance e com plenas capacidades de atuar na nova Industria 4.0.



Coaching e indústria 4.0


A indústria 4.0 é um conceito que engloba as principais inovações tecnológicas dos campos de automação, controle e tecnologia da informação em processos de manufatura.


A partir de Sistemas Cyber-Físicos, Internet das Coisas e Internet dos Serviços, os processos de produção tendem a se tornar cada vez mais eficientes, autônomos e customizáveis.


Diante desta realidade: se a “Internet das Coisas” é customizável, seria um contrassenso não trabalhar com métodos customizáveis no desenvolvimento e fortalecimento dos líderes.


Aqui, novamente o coaching ocupa um rol importante de protagonismo para atender esta realidade que já chegou.


Onde a colaboração, senso crítico e flexibilidade são competências chaves.


As organizações inovadoras em gestão de pessoas, já consideram o coaching como ferramenta para o desenvolvimento de seus colaboradores, consequentemente, o crescimento de seu negócio.


Matéria publicada nos seguintes canais:

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Tânia Ludovico

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