O que fazer para sobreviver a ataques cibernéticos?


Os ataques cibernéticos no Brasil e no mundo vêm batendo recordes a cada ano. No Brasil, os números tiveram crescimento entre 50% e 96% em relação ao ano passado conforme o tipo de fornecedor de infraestrutura e software.Os ataques cibernéticos no Brasil e no mundo vêm batendo recordes a cada ano. No Brasil, os números tiveram crescimento entre 50% e 96% em relação ao ano passado conforme o tipo de fornecedor de infraestrutura e software.

Em estudo realizado pela Fortinet com dados obtidos de seus clientes e entidades de classe, foi detectado que em nosso país ainda sofremos com métodos e ferramentas de ataque desenvolvidas em 2017.

No ano passado, o Brasil foi palco de uma série de ataques cibernéticos. Segundo dados do laboratório especializado da PSafe, o Fndr Lab, foram informados 120,7 milhões só no primeiro semestre de 2018, que representou um aumento de 96%.

De acordo com o “Relatório Semestral de Tendências de Ataques Cibernéticos 2019” da Checkpoint, neste ano tivemos um aumento de 50% em relação ao ano passado. O foco principal para ataques são os novos serviços promovidos na nuvem, dispositivos móveis, aplicativos e plataformas de e-mail, portanto, nenhum ambiente está imune.

A McAfee, prevê que neste ano a tendência é uma colaboração maior entre criminosos cibernéticos, o que lhes permitiu desenvolver produtos com mais eficiência. Segundo Raj Samani, cientista-chefe e associado da McAfee na equipe do McAfee Advanced Threat Research, “Há anos os criminosos cibernéticos fazem esse tipo de parceria e em 2019 essa economia de mercado está expandindo.

O jogo de gato e rato que o setor de segurança joga com os desenvolvedores de ransomware aumentará de intensidade e o setor terá de responder com mais rapidez e eficácia do que nunca.”Há uma expectativa muito forte que os criminosos irão se aproveitar cada vez mais das mídias sociais, que são parte de nossas vidas há mais de uma década, até mesmo para levar vantagens em processos eleitorais, por exemplo.Temos ainda a IoT – Internet of Things, ou Internet das Coisas e novas possibilidades surgiram.

Já imaginou um drone de alto valor do segmento agrícola sendo sequestrado?Quais são os principais ataques cibernéticos na América Latina?Temos uma grande quantidade de indústrias de software para segurança da informação espalhadas pelo mundo, juntamente com seus laboratórios de pesquisa, fontes eficazes para melhoria e desenvolvimento de produtos e soluções, que buscam analisar as tendências e se antecipar as ameaças que estão por vir, como exemplo, temos o Laboratório de Pesquisa ESET, empresa especializada em detecção proativa de ameaças, que analisou os ataques mais comuns na América Latina, no ano passado:

Ataques de phishing – Com novas características, é um dos mais tradicionais, o usuário recebe uma mensagem com um link malicioso, que ao final do processo, rouba os dados do usuário.

Criptojacking – Foca no sequestro da capacidade de processamento de um equipamento na rede para ganhar dinheiro por meio da mineração de criptomoedas. Com scripts executados no navegador do usuário, com apenas um click, acaba por instalar um código que permite usar seu computador para processamento sem que o usuário perceba.

Malware – Ainda, uma das principais ameaças, pois também são usados para realizar ataques, são a principal causa de incidentes de segurança em empresas latino-americanas. A ESET estima que mensalmente, pelo menos 300 malware são desenvolvidos para o sistema operacional Android. A empresa também identificou que amostras de malware especialmente projetadas para afetar os dispositivos da chamada Internet das Coisas começaram a aparecer.

Ciberextorsões – Uma ameaça muito utilizada no ano passado, são golpes usando a tecnologia que fazem com que os usuários acreditem que os criminosos têm informação sigilosa e confidencial sobre a vida ou negócios dele e praticam extorsão para devolverem ou apagarem os dados.

As principais tendências durante o primeiro semestre de 2019 no mundo

Passados mais de seis meses, as tendências para o fechamento do ano de 2019 é que o cenário seja ainda mais preocupante e maior que no ano passado. A seguir parte do relatório da Checkpoint quanto as tendências do primeiro semestre de 2019:

Malware Botnet

1. Emotet (29%) – Trojan avançado costumava ser empregado como um Trojan bancário e, recentemente, é usado como um distribuidor para outras campanhas maliciosas ou malware.

2. Dorkbot (18%) – Worm projetado com a principal motivação de roubar informações confidenciais e lançar ataques de negação de serviço.

3. Trickbot (11%) – Trickbot tem sido alvo de bancos principalmente na Austrália e no Reino Unido e, ultimamente, tem aparecido também na Índia, Singapura e Malásia.

Criptomineradores

1. Coinhive (23%) – Projetado para executar a mineração on-line da criptomoeda do Monero sem a aprovação do usuário, atingiu 12% das organizações em todo o mundo atingidas por ela.